Prof. Dr. Antonio Alexandre Bispo
ACADEMIA
BRASIL-EUROPA
ANAIS
Tropicalismo
Estudos Culturais e Musicologia
INSTITUTO DE MUSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE COLONIA
ACADEMIA BRASIL-EUROPA/ISMPS
motivo: Gilberto Gil como Ministro de Cultura do Brasil
35 anos: Tropicália ou Panis et Circensis. Caetano Veloso
30 anos: Pesquisas em Santo Amaro da Purificação, Bahia
2004/05
em sequência ao Colóquio Internacional de Estudos Interculturais pelos 450 anos de São Paulo. Departamento de Cultura da Cidade de São Paulo, Academia Brasil-Europa (ABE), Instituto de Estudos da Cultura Musical do Mundo de Língua Portuguesa, Universidades de Colonia e de Bonn, Centro Cultural de São Paulo, Academia Paulista de Letras, Academia Brasileira de Música, Museu Imperial.
Após 35 anos de Tropicalia - Panis et circencis, o Tropicalismo foi em 2004 pela primeira vez tema de um seminário num instituto musicológico de uma universidade alemã. Foi realizado no Instituto de Musicologia da Universidade de Colonia em cooperação com a Academia Brasil-Europa (ABE) e com o Instituto de Estudos da Cultura Musical do Múndo de Língua Portuguesa (ISMPS). A tematização do Tropicalismo em universidade alemã foi motivada pela ressonância internacional da nomeação de Gilberto Gil a Ministro da Cultura do Brasil em 2003.
Significado e atualidade
A consideração do Tropicalismo a nível universitário na Europa justificou-se não apenas pela sua importância para os estudos da música popular de uma determinada época, em particular daquela do Brasil. Neste sentido, deu sequência de fato a estudos referentes à música popular anteriormente desenvolvidos nox seminários Brasil 2021 e a „Pesquisa em Musicologia no Brasil“ conduzidos na Universidade de Colonia, no Congresso Internacional de Estudos Euro-Brasileiros em 2002, realizado no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro com a participação de docentes e estudantes alemães, como também no curso História da Música Popular na América Latina e no seminário World Music no Seminário de Musicologia da Universidade de Bonn em 2003 e 2004.
A consideração do Tropicalismo no semestre de inverno de 2004/2005 em Colonia justificou-se sobretudo pelo fato do tema suscitar reflexões sobre aspectos relevantes do debate atual nos estudos culturais, dando sequência assim àqueles conduzidos no seminário sobre Cultural Studies na Universidade de Bonn em 2004.
O falecimento do filósofo francês Jacques Derrida (1930-2004), imediatamente antes do início do seminário, suscitou a realização de sessões paralelas dedicadas não só à Deconstrução por êle iniciada e representada, mas a tendências do pensamento de outros literatos, filósofos e teórico-culturais da atualidade. No encerramento do seminário, realizou-se um colóquio público na Academia Brasil-Europa.
Os impulsos obtidos dessas leituras e debates deviam abrir perspectivas para novas análises do Tropicalismo a partir do debate cultural atual. O Tropicalismo devia ser considerado não apenas em termos da história cultural na sua contextualização social, cultural e política do passado no Brasil, mas sobretudo pelo alto grau de reflexividade de seus representantes, que se expressa em textos e música, e que confere ao movimento significado supranacional e atualidade.
Desenvolvimentos precedentes
Os trabalhos do seminário partiram de estudos e reflexões remontantes à década de 1960 em São Paulo. A tomada de consciência da necesidade de consideração da música popular nos estudos culturais e musicais suscitou os primeiros planos de introdução de uma área dedicada ao estudo da música popular ao lada de disciplinas como Folclore e História da Música em conservatórios. Questões relativas à condução dos estudos e pesquisas e sobretudo problemas metodológicos foram discutidos em encontros no âmbito do movimento Nova Difusão e do seu Centro de Pesquisas em Musicologia.
Esses intentos motivaram aproximações a cantores, músicos, arranjadores e a pesquisadores que pioneiramente publicavam textos e livros a respeito. Entre êles, salientaram-se José Ramos Tinhorão (1928-2001) e Ary Vascncelos (1926-2003). Dialogos foram conduzidos sobretudo com cantores populares e intelectuais dedicados a estudos de comunicação, de construção de imagens e do papel político desempenhado pela música em época de regime militar. Entre eles salientaram-se Damiano Cozzela (1929-2018) e Rogerio Duprat (1932-2006).
Um marco no desenvolvimento das reflexões foi o show Blow Up que, em 1970, reuniu grande número de cantores populares, grupos corais e instrumentais de diferentes círculos da vida musical, superando divisões entre esferas do erudito e do popular, além de teóricos voltados a questões de comunicação de massas e da mídia. Esse empreendimento, durante os vários meses de apresentação em São Paulo e em outras capitais do Brasil, possibilitou a convivência e os diálogos entre músicos populares, teóricos e pesquisadores.
Outro empreendimento de particular significado para o desenvolvimento dos estudos de música popiular no âmbito do Centro de Pesquisas em Musicologia foi a viagem de estudos de um grupo de músicos e universitários de diferentes áresas á Bahia e ao Nordeste do Brasil em 1972. Um dos principais momentos dos trabalhos foi a estadia em Santo Amaro da Purificação no Recôncavo Baiano, cidade natal de Caetano Veloso (*1942) e Maria Bethania.(*1946). Nela pôde-se considerar o contexto cultural que pode esclarecer sob vários aspectos a produção criativa desses e outros músicos que revelam extraordinária formação intelectual e reflexividade.
Entre os vários aspectos considerados, salientou-se aquele concernente à alegria. Nos estudos de Santo Amaro da Purificaçãp, o estado mental e psíquico marcado por alegria foi considerado nas suas dimensões mais profundas a partir dos sentidos da festa de 2 de fevereiro, de tanta importância para a cidade que é denominada de Purificação. As reflexões sobre os fundamentos dessa alegria levarm ao Canticum Simeonis, á alegria do velho Simeão relatado nas Escritura e que é sempre rememorado nas festas de Santo Amaro.
Objetivos e procedimentos
Os participantes do seminário deviam analisar a produção musical do Tropicalismo e, em cooperação com estudantes de literatura e da língua portuguesa do Instituto Português-Brasileiro da universidade, traduzir e estudar letras e textos. Retomou-se neste sentido intuitos de consideração da linguagem a partir de uma condução literária dos estudos culturais como tratado no I Congresso Brasileiro de Musicologia, em 1987, no exemplo de A Lingua de Caetano Veloso por Severino do Ramo Gomes de Lima, da Faculdade Mozarteum de São Paulo, Na sua apresentação, o pesquisador procedeu a uma análise semiológica da „linguagem na linguagem“ de Língua de Caetano Veloso, para demonstrar o alto grau de reflexão que os textos cantados possuem, o que lhes confere particular significado para a pesquisa cultural.
No seminário, os universitários alemães deviam receber em sessões introdutórias conhecimentos do desenvolvimento dos estudos da música popular do Brasil . A bibliografia e a discografia, esta a partir dos recursos sonoros acessíveis, foram consideradas e comentadas. Os participantes deviam sobretudo receber subsídios para a compreensão de contextos sociais, culturais e políticos das décadas de 1960 e 1970. Para isso, podiam contar vom considerável número de obras e de jornais da época em bibliotecas de institutos da universidade, entre outros do Centro Espanha, Portugal e América Latina.
Os estudantes não deviam abordar o Tropicalismo a partir de uma posição distante, do Exterior, mas sim entregar-se a um diálogo transcultural e transepocal a partir da produção musical tropicalista na sua potencialidade de abrir novas perspectivas no debate referente a uma culturologia de orientação musicológica em contextos globais.
Tropicália-Panis et circenses e Tropicalismo
De 1969 é Tropicália-Panis et circenses de Caetano Veloso e Gilberto Gil, produção realizada com Tom Zé, Os Mutantes, Gal Costa e a contribuição cultural, musical e teórica literária de Rogério Duprat e Torquato Neto. A Tropicália tornou-se marco de um movimento que ficou conhecido como Tropicalismo. Era “tropical” num sentido complexo, ambivalente e mesmo plurivalente.
O nome Tropicália não deveria levar os estudantes alemães a associar o movimento às imagens turísticas da vida tropical de agências e catálogos de viagens . Com a consideração mais atenta de Panis et circensis, devia-se discutir a situação intelectual, política e social sob o regime militar dos anos 60 e 70 e a crítica de uma estratégia política a partir de um conceito atribuíndo a Juvenal: pão e circo. Essa expressão, que evidencia erudição, diz respeito à crítica de uma estratégia de atrair e conquistar o povo através do fomento do consumo e de divertimentos ou da alegria.
A Tropicália, embora o termo à primeira vista levantasse associações positivas, foi discutida no seminário como expressão de movimento crítico de sentidos políticos, sócio-culturais e mesmo éticos. Nos debates, considerou-se o movimento tropicalista em paralelos com situações em outros países, iniciativas e expressões da época, seus pressupostos e consequências, e que diziam respeito por fim à falta de liberdade de pensamento.
As reflexões e as análises corresponderam ao intento de desenvolvimento de estudos culturais de condução musicológica em contextos globais como objeto da Academia Brasil-Europa (ABE) e, concomitantemente, de uma musicologia orientada segundo processos do Instituto de Estudos da Cultura Musical do Mundo de Língua Portuguesa (ISMPS).
Aspectos das discussões
Um foco das atenções foi a discussão do papel da lúdica como estratégia da crítica em situações proibitivas da livre expressão de opiniões em regimes autoritários. Considerou-se que, de forma lúdica e mesmo alegre pode-se criticar a alegria, a alegria como crítica da alegria, esta como aquela do consumo de produtos, mas também sob o ponto de vista estético, entre outros o do consumo de música ou de correntes estilísticas ou de práticas a serviço do comércio. Discutiu-se as implicações desse enfoque nos estudos de recepção musical. Na discussão de processos receptivos, então atual no debate musicológico, pouco se atentava a abordagens que tematizam questões de consumo, consumismo e seu fomento nas suas dimensões políticas.
No seminário, os estudantes alemães foram levados a se ocupar com o festival organizado por uma emissora de televisão em 1967 a fim de captar empaticamente situações e estados de espírito da juventude da época no Brasil. da época. As considerações voltaram-se à composição “Alegria, Alegria” de Caetano Veloso. Procurou-se, apesar das dificuldades de traduções, refletir com os alemães a expressão “Eu vou…”, que pode ser entendida em sentidos de luta e determinação pela liberdade, pela libertação, pela libertação de normas restritivas, sufocantes. e convenções. Em 1968, surgiu “É Proibido Proibir”, de Caetano Veloso, cuja explosividade política foi reconhecida e levou à sua prisão, à de Gilberto Gil e à expulsão. Durante sua estada em Londres, porém, os debates teóricos culturais e as discussões criativas tiveram continuidade.
Na análise musical a partir de estudos de exemplos atentou-se à interação de estilos e formas, refletindo-se sobre a impropriedade de considerá-las como misturas. Misturas e mixagens não são termos adequados, tratando-se antes de interações e complexas relações. O lúdico nessas expressões é profundamento sério, um jogo pleno de sugestões e mensagens subliminares, não é inofensivo e apolítico ou „alienado“, mas expressão refletida, inteligente, crítica e creativa. Lembrou-se que esse procedimento do uso da lúdica expressou-se em outras iniciativas, entre elas naquela dos „Faunos da Pauta„ da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em 1969 e 1970. Foi temática tratada por intelectuais e músicos que se ocupavam com a teoria da informação, com a mídia e comunicação de massas, com o papel da publicidade e da propaganda na sociedade de consumo.
Esse procedimento não era aquele de lições verbais, discursivo, uma vez que este também não podia ser manifestado em circunstâncias marcadas por falta de liberdade de expressão, mas sim através de uma comunicação indireta e subliminar de sentidos e significados inerentes, subjacentes ao texto. Palavras e expressões são por vezes reinterpretadas e relativizadas nos seus significados.
Esse procedimento não pode ser considerado como alienante, mas sim como transformador a serviço de uma tomada de consciência esclarecedora. Essas considerações levaram a reflexões mais amplas no referente à leitura de textos, à percepção e leitura não-literal, à consideração de sentidos velados em escritas, à hermenêutica. Estabeleceu-se aqui uma ponte para discussões do pensamento de J. Derrida conduzidos paralelamente ao seminário. Em particular, refletiu-se sobre a questão da ausência do autor e do leitor nas relações entre a escrita e a língua: na escrita, o leitor está ausente, na leitura é o autor que se encontra ausente.
Dimensões globais
A consideração da Tropicália no seminário da Alemanha não dirigiu a atenção apenas à situação social, política e cultural do Brasil nos anos 60 e 70. Procurou dirigir a atenção a contextos e processos globais, assim como ao desenvolvimento do pensamento teórico em âmbito internacional. Não organizado como um movimento, com exigências, objetivos e focos, o Tropicalismo pode ser considerado em paralelos e interações com outros desenvolvimentos em contextos globais que se referenciam segundo o ano de 1968.
Lembrou-se que década de 1960, em muitos países do mundo, caracterizou-se pelo desejo da geração jovem de renovação, de novos caminhos, de superação de fronteiras e limites, de liberdade, de libertação de velhas estruturas e ordens, de ruptura de grilhões. Os efeitos deste fenômeno mundial foram de grande alcance; moldaram desenvolvimentos nas décadas seguintes em muitos aspectos da vida, na experiência da realidade, na visão do mundo, na sociedade e na cultura. Dificilmente houve uma geração de jovens na história que teve tanto impacto quanto aquelas dos “sessenta e oito”. Este movimento global nas suas diversas manifestações e nas suas consequências é cada vez mais objeto de análises, não apenas positivas ou encomiásticas.
Esse desenvolvimento foi seguido de perto por destacados teóricos culturais e de comunicação, maestros e compositores no Brasil, em particular também em São Paulo. O empenho de desafiar convenções e normas da vida musical estabelecida e superar divisões entre esferas categorizadas do erudito e do popular marcou iniciativas. Entre outros aspectos, lembrou-se do papel desempenhado por músicos de sólida formação teórico-musical como arranjadores, harmonizadores, orquestradores, interagindo com correntes intelectuais e musicais de uma jjovem geração de estudantes de orientação progressista.
Momentos
2002. Sessões de Pesquisa em Música Popular no Congresso Internacional de Música, Projetos e Perspectivas no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Academia Brasil-Europa/ISMPS. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bonn, Colônia e outras.
2001. Brasil 2001. Seminário. Sessões sobre música popular do Brasil. Universidade de Colonia e ABE/ISMPS.
1999. Congresso Internacional Música e Visões. Deutsche Welle e Academia Brasil-Europa/ISMPS. Embaixadas do Brasil e de Portugal. Colonia e Bonn
1997-2000. Ciclo de aulas expositivas (Vorlesungen). A Música no Encontro de Culturas. Universidade de Colonia
1983. Colóquios com Charles Cornish. Jazz no Brasil. Forum de Música Alemanha/EUA. Leichlingen. Transatlantismo e Interamericanismo
1981. Música Popular no Brasil. História e dversidade de expressões. Conceertos. Imagens recíprocas e auto-imagens. Forum de Música Alemanha-Brasil. Escola de Música de Leichlingen e Sociedade Brasileira de Musicologia
1974. Música Popular na Semana da arte da Faculdade de Música e Educação Musical do Instituto de Música de São Paulo
1973/4. Estudos em Santo Amaro da Purificacão, terra natal de Caetano Veloso e Maria Bethanis
1970. Colóquios com teóricos da comunicação e cantores populares no âmbito do show Blow Up em várias cidades do Brasil
1969. Colóquios com José Ramos Tinhrão. Centro de Pesquisas em Musicologia - movimento Nova Difusão
Leitura de base para a realização de trabalhos
Gil, Gilberto. Gilberto Gil. Seleção de textos, notas, etudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Fred de Góes. Colaboração L. Góes u. N. Motta. São Paulo: Abril Educação 1982
Veloso, Caetano. Tropical truth: a story of music and revolution in Brazil. Ed. B. Einzig. Trad. Sena, I. New York: Alfred a. Knopf 2002 (Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997
Leituras comentadas
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-----------. "A explosão de Alegria, Alegria", op.cit. 151
-----------. "Viva a Bahia-Ia-Ia!", op.cit. 159-172
-----------. "Tropicália", op.cit. 173-174
-----------. "Conversa com Gilberto Gil", 189-198
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